da confiança

ultimamente uma ressonância louca tem tomado conta da ansiedade: confiar e não confiar.

eu tenho medo. é insuportável a angústia que vem quando me deparo com certas situações, a saber, causam-me uma espécie de culpa por ter confiado.

a algumas pessoas, confiei a intimidade. eu gostaria de poder retirar-me. A outras, confiei a companhia. a algumas poucas, dei ambas.

ainda assim, a solidão me pegou de jeito esses dias. será que vale a pena se abrir para o novo? a indiferença me abala.

Kundera me fez viver no Domingo. mas seu efeito sobre mim foi efêmero. não durou até as 18h. dei conta da mediocridade que habita meu corpo e de Tomás.

hoje, o conflito armado entre a racionalidade e o coração. já sabemos quem vencerá.

eu me fecho.