da alfineteira

por tam

Era Sexta-feira e nos encontramos. Oi, você está bonita. Oi. Vamos? Terminei o café. Podemos ir. Fomos. Paguei a conta, andamos até o carro para uma “viagem” de 40 minutos. Antes de entrar no carro, eu já sentia que não éramos nós há meses. Sem beijo no rosto, sem abraço, sem mensagem. Durante o caminho, conversávamos sobre qualquer coisa… Daquelas conversas que se tem com qualquer pessoa também. Pelo resto da noite e madrugada a dentro, conforme o teor alcoólico me dominava, abraçamo-nos. Pareceu protocolar. Eu estava com saudade. Mas sentia como se a recíproca não fosse verdadeira, mesmo que as palavras tenham me dito o contrário. Eu continuo e persisto em pequenos movimentos para que voltemos a ser nós. Deve ser a necessidade de insatisfação. Nisso tudo, a culpa vez ou outra me fagocita: provavelmente, eu não fui a melhor das amigas… Eu não correspondi certo às demandas da amizade. Por isso, talvez, você tenha rompido. Eu não sou boa o suficiente ou interessante ou amigável. Ou a nova vida cheia de prioridades faz seus truques para que tudo, todos e qualquer coisa caiba na agenda desde que não me inclua.

Cada dia que passa, mais pessoas vão embora. Algumas me dizem o até logo, outra apenas seguem sem olhar para trás. É um canto triste, eu me contorço por dentro – das alfinetadas invisíveis que invadem a pele. O âmago.