sobre a mesa

por tam

* tenho três textos para digitalizar, mas não são tão importantes como este, uma vez que nasce agora, da angustia e melancolia, da tinta fresca.

normalmente, sobre a minha mesa, encontra-se sempre uma xícara cheia de café frio. e, apenas. creio que isso diz muito sobre mim, sobre minha rotina; bem como os livros que se edificam nas prateleiras. ainda assim, não consigo compor uma linha que indique quem sou eu. acostumei a nunca falar de mim mesma, deixo que criem suas próprias imagens, mesmo que corrompidas. eu poderia ser qualquer coisa. eu posso ser qualquer coisa. dessa forma, finalizo angustiada – sem conseguir ingerir um gole de café quente, com a garganta sentido nós cada vez mais firmes – por não saber quem ela é… e pelo silêncio também nunca ter me dito.